Construtos de efemeridade tecnocultural: uma investida arqueológica em aplicativos de imagens

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Está disponível no banco de dissertação e tese da Unisinos a pesquisa de doutorado intitulada “A efemeridade na tecnocultura: escavações em aplicativos de imagens feitas para sumir”, de Lorena Risse. Em busca de um exercício de visão comunicacional acerca da constituição da efemeridade enquanto qualidade tecnocultural, a pesquisadora se debruçou sobre o Instagram, Facebook e Snapchat para saber como o efêmero se manifestava ali.

O arranjo metodológico proposto na pesquisa se constituiu a partir do agrupamento de procedimentos vinculados ao Método Intuitivo Bergsoniano (BERGSON, 1999, 2006; DELEUZE, 1999.), à Arqueologia da Mídia (FISCHER, 2011, 2013; HUTAMO, 1997; PARIKKA, 2012) e às Constelações Benjaminianas (BENJAMIN, 2006; BORTOLINI, 2016, OTTE, VOLPE, 2000). Foram criadas quatro constelações distintas identificadas como Olhar do Outro, Marcas do Tempo, Disfarces do Presente e Paradoxos, nas quais foi possível mostrar as principais vias de edificação das imagens efêmeras.

Para o orientador Gustavo Fischer a pesquisa contribui “para entendermos em que termos a efemeridade se apresenta na tecnocultura audiovisual, do que se trataria especificamente de uma imagem efêmera digital, aquela que se enuncia como tal/quer ser percebida como tal”. Junto a esse aspecto, ainda para o orientador, a pesquisa se destaca pelo “investimento de processos metodológicos literalmente ‘em laboratório’ proposto pela pesquisadora, a qual se direcionou ao LABTICs para movimentar-se pelos stories (recursos em que podem ser gerados imagens e vídeos que duram até 24 horas) em uma perspectiva de desconstrução e dissecação.

Para a pesquisadora Lorena Risse o processo de doutoramento como um todo trouxe muito crescimento, em particular, um desenvolvimento sobre o seu próprio modo de escrita: “acredito que essa foi a minha grande preocupação, conseguir construir textualmente o que estava se passando dentro de mim, no meu fluxo particular questionador”. Para Lorena, a escrita é processo criativo de verdadeira montagem, é, assim, “um dos parapeitos diante do qual é necessário se debruçar, olhar com cuidado, para que todo o conhecimento adquirido e criado possa ser materializado, primariamente em forma de texto, mas quem sabe, em um futuro próximo, de outras formas”.

A pesquisa está integrada ao grupo de estudo TCAv (Audiovisualidades e Tecnocultura: comunicação, memória e design). A defesa ocorreu no dia 28 de março de 2019, no campus de São Leopoldo. A banca de avaliação foi composta por Dra. Giselle Beiguelman (USP), Dra Cybeli Almeida Moraes (UNISINOS), Dra. Suzana Kilpp e Dr. Gustavo Daudt Fischer (Orientador).

É possível acessar a tese no endereço eletrônico: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/8698

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