Do audiovisual confinado às audiovisualidades soterradas em interfaces enunciadoras de memória

Talvez um dos truques mais bem-sucedidos das Graphical User Interfaces (GUIs), quando passamos a encontrar nelas a colorida, hipertextual e janelizada world wide web (mas quem sabe também antes mesmo disso, com os softwares off-line cujo funcionamento disparamos pela abençoada metáfora do desktop), seja o de nos propor que há um lugar ou destino específico para o audiovisual: “ser vídeo”. Aprendemos, como usuários comuns, que o audiovisual é formato que se encaixa e se fixa em determinadas situações (páginas web). O audiovisual seria, como dizem os protagonistas do mercado de comunicação digital (os realizadores, por que não dizer?), parte cada vez mais relevante da ideia de “conteúdo”. Prova disso seria a voraz ocupação que ele vem obtendo em ambientes online, dadas as possibilidades crescentes de sua inserção e encaixe em páginas de portais, hotsites, blogs e tantos outros construtos da web.

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