Palestra de abertura da 16º Semana da Imagem debate o glitch para além do erro digital

Na noite da segunda-feira, 14 de maio, o convidado internacional da Universidade da Califórnia (EUA), Peter Krapp iniciou o ciclo de palestras da 16º Semana da Imagem com o tema o Glitch e o erro digital. Interessado pelas questões arqueológicas, estéticas e filosóficas dos erros digitais, o pesquisador aponta a necessidade de situar o glitch no campo de uma teoria crítica. Após destacar algumas questões como “o que é o glitch? Onde encontrá-lo? ”, Krapp se detém à dimensão estetizada do glitch, seja por suas manifestações artísticas, ou mesmo, por conta das aparições não programadas nos jogos digitais.

Mesa de abertura da 16º Semana da Imagem

O palestrante Peter Krapp

O conjunto de falhas computacionais que diz respeito ao campo das artes é tratado por Krapp como uma espécie de aproveitamento audiovisual do glitch. Chamada também de glitch art, a estetização do glitch confere valores a essas práticas artísticas do mesmo modo que as pinceladas possuíam em relação à pintura.

Quando vistos nos videojogos, os erros se apresentam entre um “fim” e uma “oportunidade”, isto é, as falhas nos jogos digitais podem dificultar o desempenho do jogador, ou podem ofertar vantagens expressivas para quem as percebe. É preciso dizer que essa noção de aproveitamento do glitch é expandida por Krapp, uma vez que a ideia de um “acidente”, um ruído de comunicação desnudam as potencialidades das próprias mídias no contexto da sociedade informática, tecnocultural.

As palestras da 16º Semana da Imagem seguem de acordo com a programação. Para esta terça-feira, 15 de maio, o tema será Imagens e Arquivos de Violência ministrado pela pesquisadora Priscila Arantes, da Universidade Anhembi Morumbi (SP). O evento acontece às 20h no auditório Bruno Hammes, campus Unisinos de São Leopoldo.

Auditório Bruno Hammes

 

Confira o restante da programação aqui!


Transmissão online

As palestras e demais notícias da 16º Semana da Imagem serão transmitidas simultaneamente pelo canal do Youtube e pelas redes sociais Facebook, Twitter e site do TCAv.

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