Potências do ruído nas interfaces gráficas dos countergames

Proponho neste artigo apresentar de que se tratam as construções imagéticas dos countergames, de modo a dar a ver como estes se inscrevem enquanto tendências experimentais dos videogames e verificar de que maneira se configuram como objetos pertinentes para pensar sobre as imagens ruidosas que tensionam e que convergem e/ou divergem com as imagens das interfaces culturais dos jogos de computador. Pretendo com isso demarcar fricções entre o design das interfaces gráficas de estéticas ruidosas e os constructos audiovisuais dos games, em uma relação ambivalente entre apagamento e permanência dos rastros da cultura audiovisual nestas superfícies. Busco, através disso, realizar uma angulação teórica entre a estética do ruído conforme proposta por Giselle Beiguelman, a abordagem de Alexander Galloway sobre art game mods, as interfaces culturais de que fala Lev Manovich e a pesquisa crítica e especulativa em software studies de Matthew Fuller, para discutir potências resultantes da interação entre estas perspectivas que compõem parte do tecido da tecnocultura contemporânea. Assim, a partir da comunicação audiovisual, mas explorando os limiares desta com o design de interface dos games, sugiro iniciar um debate passível de ampliação em discussões vindouras análogas ao tema.

LUERSEN, E. H.. Potências do ruído nas interfaces gráficas dos countergames. Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, v. 3, p. 96-108, 2017.

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