“Sonicidade”: um neologismo para repensar o som

Em meio a “virada auditiva” nas Ciências Humanas, Wolfgang Ernst aprecia a inserção do som como um objeto de estudo, mas também, esboça críticas sobre a demasiada apropriação visual e cultural das dimensões acústicas no campo das mídias. Um esforço epistemológico e arqueológico se desdobra ao longo do livro “Sonic Time Machines: Explicit Sound, Sirenic Voices, and Implicit Sonicity”, cujo primeiro capítulo, foi traduzido pelo integrante do TCAv e doutorando do PPGCC, Eduardo Luersen.

Publicado na revista Geminis, em maio de 2019, o artigo “Sobre a Sonicidade” apresenta o trabalho de Wolfgang Ernst, pesquisador e professor de Teorias das Mídias no Instituto de Musicologia e Estudos de Mídia da Humboldt Universitat de Berlim. Para Ernst, repensar o som implica no tensionamento das suas propriedades temporais, materiais e estéticas. Assim, “o termo sonicidade não se refere prioritariamente à qualidade fenomenológica aparente do som, mas antes à sua natureza temporal essencial, que é a mensagem subliminar por trás do conteúdo musical aparente” (ERNST, 2019, p. 9).

Organizado em oito tópicos (dentre eles: “Dimensões tecnoculturais da sonicidade”,“Para além do “espaço acústico” eletrônico?”, “Fonovisão e a natureza sonora da imagem eletrônica”) o artigo “Sobre a Sonicidade” destaca as potencialidades de uma abordagem via a Arqueologia das Mídias e articula autores como Marshall Mcluhan, Henri Bergson, Vilém Flusser, Gilles Deleuze e Bill Viola.

Referência

ERNST, Wolfgang. Sobre a  ́Sonicidade”. Tradução de Eduardo Harry Luersen. Revista GEMInIS, São Carlos, UFSCar, v. 10, n. 1, pp.4-26, jan. / abr. 2019

O artigo completo está disponível no site da Revista Geminis e pode ser acesso via o link:

http://www.revistageminis.ufscar.br/index.php/geminis/article/view/398/329

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