Por onde andam os Egressos do TCAV? Larissa Almeida de La Rue.

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Na série egressos do TCAv de hoje, conversamos com Larissa de La Rue, Mestre em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, na linha Mídias e Processos Audiovisuais e parte do nosso grupo de pesquisa, entre 2015 e 2017. Ela foi orientada pela prof. dra. Sonia Montaño e realizou a pesquisa “Imagens dialéticas do audiovisual colaborativo na hitRECord”.

A pesquisa de Larissa está disponível no repositório da Unisinos: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/6329

Segue a conversa que tivemos com ela!


Mercado de trabalho e interesses de estudo

Meu nome é Larissa Almeida de la Rue, moro em São Paulo, desde o início de 2020, de onde eu trabalho com edição de vídeo a partir da ilha de edição que eu montei em casa. Já trabalhei como videomaker e/ou montadora em empresas privadas, mas hoje estou trabalhando como freelancer.

Eu tenho interesse no estudo do audiovisual, por isso decidi ingressar na LP1 do PPGCOM da Unisinos, considerando que é o único do RS e também é um dos mais bem colocados pelo conceito CAPES na área do Audiovisual do Brasil. Eu, como profissional do mercado [de produção audiovisual], me volto para as questões de edição de vídeo, construção de narrativa, uso de cor e colorização, quais aspectos da pós-produção que podem auxiliar a contar uma história, uma ideia, ou simplesmente passar o propósito daquele material/conteúdo.


A pesquisa de mestrado e influência na atuação profissional

Minha pesquisa foi sobre a construção do colaborativo na plataforma hitRECord, criada pelo Joseph Gordon-Levitt. A proposta era entender como a plataforma criava/construía um construto colaborativo através das interfaces, dos usos, das pessoas do e no site.  Acho que, no âmbito da pesquisa, foi muito interessante ver todos os caminhos e as coisas “escondidas” ou não ditas que se encontram no objeto, no site, nas pessoas. Entender que quase sempre tem muito mais por trás e isso faz o nosso objeto ser muito mais rico, entender que por mais que o site quisesse criar um colaborativo por fora do que consideramos “padrão”, ainda é muito difícil sair das estruturas comuns já criadas.

A minha pesquisa me influencia até hoje, porque – e sempre lembro da Suzana Kilpp falando isso – a pesquisa/o objeto segue, a gente pega só um recorte pro texto. Mas seguindo, a minha pesquisa influenciou a minha forma de ver e pensar audiovisualmente, porque depois que tu começa a ver como as questões como tecnocultura e audiovisualidades estão em tudo, pensar em vídeo se torna algo diferente. Como eu trabalho com edição, acho que a pesquisa me ajudou a pensar de uma forma mais abrangente o meu trabalho. A pensar em todos os elementos que compõe um vídeo e que cercam ele. 

Acho que meu maior ganho com o mestrado foi pessoal – e consequentemente profissional – aprender a pensar além da ideia inicial, a questionar e a perder o medo, ou entender que o medo faz parte da pesquisa/do trabalho.


O impacto e transformação do processo de realização do mestrado

Quando eu defendi minha dissertação, foi difícil ver que o processo acadêmico nos impacta de uma forma profunda, seja pelas transformações pessoais, profissionais ou pelas pessoas que a gente ganha através dele. Foi bastante desgastante pra mim entrar na hitRECord e me deixar ser afetada por tudo que eu via, lia, ouvia. Mas também foi muito rico entender isso como algo mais amplo – que posso aplicar em quase tudo, e também que se a Sonia Montaño exigia, era porque ela sabia que eu era capaz de fazer – algo que levo com bastante carinho. Apesar de nunca mais ter visto um filme do Joseph Gordon-Levitt – acho que dois anos vendo a cara dele diariamente foram suficientes.

Essa é uma captura de tela do meu perfil no site da hitRECord, pelo qual eu fazia todas as minhas pesquisas e caminhadas pelas interfaces.


O impacto social da pesquisa

A egressa Larissa de La Rue percebe no decorrer do período após o mestrado, o quanto a pesquisa impactou sua forma de ver e realizar audiovisuais. Nesse sentido, a tecnocultura e as audiovisualidades se tornam elementos essenciais na sua percepção e realização.

De forma prática, o processo de mestrado desconstruiu sua visão sobre os elementos que compõem e produzem sentidos nos objetos e produtos audiovisuais, permitindo um uso mais consciente desses elementos na realização dos produtos comunicacionais.


Texto: Juliana Koetz

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